09 janeiro, 2007

Despertar da consciência

Oh meu Deus, quando é que seremos seres conscientes do verdadeiro propósito da vida, da verdadeira fonte que aguarda a boa chegada de todos os seres, obras do senhor?

Quando é que teremos a sabedoria, tento nos corações o verdadeiro amor por tudo e todos, sem que haja uma segunda intenção?

Quando é que seus filhos os meus irmãos se despertarão para a espiritualidade universalista, sem que o fanatismo bloqueie a capacidade de aprender sempre?

Quando é que a grande consciência estará conectada em uníssono por todos os planos e corações?

Talvez meu Deus, o caminho do sofrimento, da estrata de pedras pontiagudas e das rosas com grandes espinhos, serão a esperança do despertar e da compreensão do verdadeiro plano dos céus. A felicidade não é desse mundo!

Que meus irmãos não tenham dúvidas da verdadeira natureza; espíritos habitados num corpo de carne e osso, renascidos embusca do verdadeiro despertar; da evolução espiritual que leva ao reino de Deus.

Oh Deus, proverá!

12 dezembro, 2006

O Caminho Certo

[fonte: Magia da Terra]

Religião vem de "religari", e significa "religar o homem à divindade", seja ela um Deus único, um Deus e ajudantes, um Deus e uma Deusa, vários deuses, a Terra Viva em pessoa ou qualquer outro tipo de divindade com que você se comunique, em que acredite e que te faça bem.

Por mais que as religiões missionárias absolutistas preguem que há apenas um caminho possível, a verdade - e o ideal para cada vivente - é encontrar seu caminho. Cada um tem um caminho no qual se sente bem. Não vale nada seguir um caminho imposto por outros se isso te oprime e agride.

A águia tem um caminho diferente do caminho das zebras. Se quiser "caminhar" junto com as zebras, no mínimo será infeliz (se não morrer pisoteada). Da mesma forma, uma zebra não pode se arriscar a passar pelos mesmos caminhos por onde uma águia passa, já que não voa. Águias e zebras têm caminhos distintos.

Não é justo querer que todos vejam o mundo da mesma forma e se comportem de maneira exatamente igual. Não é justo uma só lei para o tigre e a rã, para a lebre e o tubarão, para o abutre e a cigarra.

Descubra o seu próprio caminho. Religião é algo importante demais para ser escolhida por imposição, em nome de uma Tradição que não lhe diz respeito. Seja seu caminho um caminho monoteísta, politeísta ou ateísta, só nele você será realmente feliz.

A Reencarnação

[Silvio Guerrinha]

“... Nascer, morrer, renascer e progredir sempre, tal é a Lei”. (Allan. Kardec)

Cerca de metade da população mundial crê na reencarnação. Aproximadamente 51% dos católicos afirmam acreditar em reencarnação (estatística comprovada no Brasil em 1991, pela Igreja de Deus Adv. do 7º dia).

Várias doutrinas espíritas defendem a teoria reencarcionista; orientais como o Bramanismo (Brahma, personificação masculina do Absoluto) ou Hinduísmo, Vedas (conhecimento) eram compostos de quatro partes. A segunda metade eram os textos Upanishads (compilados pelo sábio Vyasadeva) citam a reencarnação através de um ciclo de nascimentos e mortes; transmigrações. Samsara deriva da raiz Samsr (circular) ou do sânscrito Samsâra (rotação) sendo o oceano de nascimentos e mortes ao qual estamos ligados até atingirmos a sabedoria, libertação – Moksha. Da-se quando tivermos a plena consciência da verdadeira essência divina.

O Bhagavad-Gita, compilado entre os séculos 5 a 1 A.C. inclui uma passagem muito elucidativa: “... Assim como a alma corporificada continuamente passa nesse corpo da infância à juventude e à velhice, do mesmo modo a alma passa a outro corpo após a morte...”.

Há uma “canção da imortalidade” da qual vou transcrever apenas uma parte bastante elucidativa: [...] “Assim como se deixam as vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos. Eu tive muitos nascimentos e também tu Arjuna, eu conheço-as todas mas tu não as conheces“ [...]

Outro texto oriental Brâmanista: “Há uma parte imortal do homem que é aquela, ó Agni, que cumpre aquecer com teus raios, inflamar com teus fogos, de onde nasceu a alma? Umas vêm para nós e daqui partem, outras partem e tornam a voltar”.

Na Grécia clássica (580 a 496 A.C.) Pitágoras e Platão já referenciavam a reencarnação, baseados em filosofias orientais: “As almas bebem as águas do rio Leteo, rio do esquecimento, antes de se prepararem para sua próxima encarnação”.

Também os índios Americanos do séc. XVIII acreditavam que a alma viajava para um novo corpo após a morte. No mesmo século o filósofo Kant acreditava que as almas podiam transmigrar para outra vida mais refinada e apta às funções intelectuais. Ele defendia que a matéria corpórea de habitantes de planetas mais afastados do sol seria mais fina e elástica - (aqui na terra estaríamos no meio termo).

O filósofo alemão Leibzinz acreditava que nos astros do firmamento provavelmente habitavam os espíritos mais evoluídos. No antigo Egito, como prova num papiro Anana (1320 A.C.) diz-se:

“O homem retorna à vida várias vezes, mas não se recorda das suas pretéritas existências exceto algumas vezes em sonho. No fim todas essas vidas lhe serão reveladas”
. (O Espiritismo Kardecista defende a mesma idéia).

A religião Cristã Católica, nega a reencarnação, no entanto há muitos séculos atrás estas escrituras falavam disto. São antecedentes. E Jesus provavelmente era reencarnação de Krishna, pois Krishna (Christ_na, o cristo) surgiu há mais de 5000 anos. Jesus disse sempre “Ninguém pode ver o Reino dos Céus sem nascer de novo”. (João,III:3).

Jesus explicou a Nicodemos (João III, /12) ser necessário nascer de novo. Nicodemos não entendendo como o homem poderia nascer de novo, questionou: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode por ventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?”. Ao que Cristo respondeu: “O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do espírito é espírito”.

Também em (Mateus, cap Xvii, de 9 a 13) Jesus explicou acerca a reencarnação de Elias: “E descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou dizendo - À ninguém conteis a visão, até que o filho do homem seja ressuscitado dos mortos”. E os seus discípulos interrogavam-no dizendo: “Porque dizem os escribas, que é mister que Elias venha primeiro?“. Jesus respondeu: Em verdade, Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe de tudo o que quizeram. Assim farão eles também padecer o filho do homem”. (Então entenderam que lhes falara de João Batista).

Em outra situação Jesus que passava perto de um homem, cego de nascimento, perguntavam os discípulos:

“Mestre, quem pecou para este homem nascer cego, ele ou os pais?” (João 9: 1-2)

Ora, se refletirmos bem, como poderia o homem cego ter pecado antes de nascer? Só se tivesse pecado numa existência anterior. Os judeus chamavam à reencarnação de ressurreição. A religião cristã diz que Jesus já pagou pelos nossos pecados na cruz e que ao morrer somos logo purificados. Mas, Será? Então se em média vivemos uns oitenta anos de vida, isso indica que nascemos todos no grau zero de evolução, e estamos todos cá pela primeira vez. Então, como se explica que algumas pessoas são espiritualmente mais avançadas que outras? Por quê estamos em diferentes graus de evolução moral e espiritual?

Se todos nós estamos aqui pela primeira vez e a reencarnação não existe, como é que a doutrina de Krishna (com mais de 5000 anos) falava de reencarnação? E muitas outras religiões? Estariam todos iludidos?

Nossa Senhora tinha feito uma comunicação a Lúcia, quando esta chorava pela morte do irmão Francisco. Nossa Senhora, disse:

“Lucia, Lucia! Antes que eu lhe chame ao paraíso, antes que deixe o corpo, muito depois, Francisco nascerá de novo e lhe verá e lhe abraçará de novo. Ele virá com você para cumprir o último ato da profecia que lhes dei em Fátima. Ele estará junto do irmão nascidos de novo pela vontade do Pai. Não tenha medo pela morte dele. Não está morto. Está na verdadeira vida. Tenha paciência”.

Os cristãos Católicos insistem - “Jesus já pagou pelos nosso pecados na cruz, assim não precisamos reencarnar para expiar os nosso pecados”.

Não penso desta forma, primeiramente porque eles se baseiam nas frases Bíblicas e devemos ponderar que há 2000 anos atrás a moral espiritual era outra, os conceitos eram outros, as interpretações eram outras, e não devemos tomar tudo à letra. Hoje, decorridos tantos anos não podemos ver as frases como eram vistas há 2004 anos atrás. O próprio mestre Jesus falava por parábolas, ou seja, as coisas não têm uma só interpretação, mas várias.

Na verdade, o autêntico Cristianismo foi deformado pelas forças obscurantistas através de vários concílios, a partir dos quais se foi retirando dos evangelhos tudo quanto fazia referência à reencarnação, no ano de 553 no concílio de Constantinopla debaixo das ameaças do imperador Justiniano da antiga Roma, que se deliberou negar e jamais aceitar a reencarnação.

Vários Expoentes da teologia cristã acreditavam na reencarnação, sendo alguns deles: São Clemente de Alexandria, Orígenes, São Gregório Nasiazeno e o Papa São Gregório Magno.

Se todos os nossos erros foram resgatados por Jesus, então podemos ficar descansados, viver na banalidade, porque no fim seremos perdoados? De que serviria fazer o bem? Se os maiores assassinos também serão purificados no momento da morte, porque deveremos nos esforçar tanto por evoluir? E esta vida será suficiente para nos melhorarmos, para a luz? Não. E contrariamente ao que pensam os cristãos a reencarnação não é um castigo. Se assim pensam eles estão dizendo também que esta vida é um castigo.

A vida não é somente de provas e expiações, a vida é uma oportunidade de nos aprimorar-mos espiritualmente, de fazer amizades, criar laços familiares, aprender, ensinar, amar, etc. A vida e as posteriores reencarnações são dádivas de Deus. São oportunidades de aperfeiçoamento e convívio.

Viver não é um castigo, então viver de novo será? Pelo menos aqueles que crêem na reencarnação fazem um maravilhoso esforço para melhorarem o mais rápido possível, tornando-se seres melhores. Devem certamente ter uma postura diferente daqueles que vivem despreocupados com as suas falhas acreditando que no momento da morte serão “purificados”. Os cristãos Católicos dizem que estamos aqui (na Terra) pela primeira vez, e isso implica duas coisas pouco prováveis:

  1. Que a todo o momento nasceriam almas novas. Seriam cada vez mais almas a passar pela Terra. Então, essas almas iriam para onde? Estaria puras o suficiente, depois de uma única vivência?

  2. Se partimos todos do zero, como se explica àquelas pessoas que estão em um outro grau evolutivo? Há diferenças moralmente e espiritualmente entre elas e nós? E porque é que alguns tem menos sorte, passam fome, são doentes ou deficientes, e outros são felizes, ricos e cheios de vitalidade? Acredita, que Deus (justo) não faria um mundo de desigualdades, e assim deu-nos oportunidade de reencarnar para sermos compensados e nos redimirmos dos nossos erros de outras vidas. É a chance de Amar, de querer pertencer à Luz. Se viemos todos pela primeira vez, porque não somos iguais espiritualmente? Porque é que há iluminados Mestres? Como surgiu Buda, Krishna, Dalai Lama, Sai Baba?

A resposta está na reencarnação. O que cada um tem é a sua bagagem espiritual de encarnações passadas. Não se evolui espiritualmente por acaso ou em uma só experiência em uma carne transitória. Mas, a Igreja Católica indaga - “Se a reencarnação é o resgate dos nossos pecados, quando pecou o homem pela primeira vez?” - Ora eu respondo: Foi a própria Igreja que nos disse que Adão e Eva cometeram o pecado original.

A Igreja diz que a tese reencarcionista implica que não exista Inferno, e diz que certas almas são condenadas ao fogo eterno. Ora criticam os Espíritas, porque a Igreja está dando uma imagem de um Deus severo e punitivo, que não dá oportunidade a certas almas de se redimirem. Ora é isso mesmo que a reencarnação proporciona - novas oportunidades de nos redimir-mos dos nossos erros, e nunca o Espiritismo disse que reencarnar fosse um castigo.

A Igreja diz que a reencarnação implica que Pais e filhos não tenham nada a ver uns com os outros, e isso não é verdade. Há laços kármicos e afetivos que não se separam com a morte física A Igreja recorre a frases bíblicas isoladas para justificar a sua posição face à reencarnação, sem ter em conta o restante contexto em que as frases estão inseridas. Muitas religiões seguem a tese reencarcionista: Teosofia, Seicho-No-Ie, Budismo, Bramanismo (hindu), Mazdeísmo (antiga religião Persa), Umbanda, Wicca, Xamanismo, Cabála, Druidismo, Judaísmo, Espiritismo, Hare Krishna, Aztlan (Atlantes), Hebreus, etc.

De acordo com a perspectiva Cabalística as almas retornam (processo de Guilgul). Versículo de Eclesiastes 1:4 “Uma geração vai-se e outra geração vem, mas a Terra continua para sempre”. A geração que vem, será a das almas que regressam, no livro Zohar.
O Judaísmo (surgido aproximadamente há 3760 anos) diz que as almas que ainda não completaram a sua obra e têm ainda erros para corrigir, retornam para evoluirem. Afirmando que a maioria das almas da nossa geração são “retornantes”.

Os Rosa-cruzes (A.m.o.r.c) também crêem na reencarnação, no estágio de solidificação do mundo (época Lemúrica) as almas começaram a incorporar em corpos físicos. Novas almas vinham chegando à Terra, mas o processo concluiu-se na época Atlante e então não vinham mais almas novas. A reencarnação seria sempre o ciclo de almas somente aqui da terra que estariam reencarnando. Assim, temos evoluído ao longo de milhares de anos em repetidos renascimentos, em diferentes épocas e lugares.

Algumas pessoas argumentam que é impossível a reencarnação porque morrem menos pessoas do que nascem, e que cada vez mais a população mundial aumenta. O número de almas a morrer e a renascer não seria “compatível”. Ora, trata-se de egocentrismo. É a tese daqueles que julgam que o nosso pequeno planeta é o único habitado no Universo. Jesus dizia: “Há muitas moradas na casa do meu Pai”.

Um exemplo: suponhamos que estou num arrozal, tenho um montinho de grãos de arroz na palma da mão. Cada grão simbolizava uma alma humana, e para cada um, que retiro da mão simbolizo uma alma que desencarna. Coloco novo grão na mão representando uma mesma alma que regressa, mas em novo corpo. Assim, o número de grãos seria ciclicamente o mesmo, mas somente se existisse arroz na minha mão. Na verdade havia arroz por toda a parte. Assim, como existem almas viventes existem por todo o Universo e não somente na Terra. O número de almas a desencarnar e o número de nascimentos não precisa ser exatamente igual. A Terra não é o único mundo povoado.

Há também uma teoria da Metempsicose, que Pitágoras seguiu inspirado nas religiões orientais, como a dos hindus, eles defendem que uma pessoa, se agir erradamente, irá pagar o karma em outra vida, podendo regredir reencarnando em outras formas de vida como: animais, vegetais, pedras, etc. Essa tese foi descartada pelo Espiritismo, que diz que isso implicaria que o espírito humano retrocedesse. E os animais não são da mesma classe espiritual que nós. Encarnar em animal seria retroceder, perder a consciência divina, o intelecto superior, a consciência da existência divina. Enfim, seria um castigo e Deus não castiga. Deus dá a oportunidade de evoluir, sempre.

Existem diversos mundos habitados, e mesmo na Terra há múltiplas dimensões. Não estamos sendo sonhadores, mas os próprios Físicos quânticos teorizam que o universo é ligado por super-cordas sensíveis; vibrações. No entanto, muito antes os Celtas e Druídas foram os “físicos” da História, pois viam o mundo como uma teia tridimensional, e pelo menos há 20.000 anos os xamãs (no período paleolítico) sabiam muito bem como funcionava o mundo invisível, e como estamos todos interligados a uma só rede. Quando criança, ouvia minha avó dizer que o Céu era lá no alto.

Eu dizia acreditar, mais facilmente, que ele fosse perto de nós. Hoje, mais espiritualizado e consciente, compreendo melhor o que sentia naquela época. “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. (I Corintios, 15.19)

Perguntas e respostas:

1. (Bernardo - RJ,11/05/2002 grupo esotérico) Reencarnamos sempre com o mesmo sexo?

Não. Isso não seria muito provável à nossa evolução interior, visto que passamos por várias provas diferentes. Seria necessário viver em diferentes corpos (sexualidade), porque a mulher passa por certas provas evolutivas que o homem não passa e vice-versa. Se em todas as vidas um homem fosse homem ele nunca vivenciaria as dores de parto, (por exemplo) e nunca seria tão sensual, nunca saberia qual a emoção de ser mãe, e também nunca teria experiências sociais como em certas épocas, a mulher ser privada de muitos direitos. E uma mulher que sempre fosse mulher, nunca saberia o que é ser pai, o que é sofrer em trabalhos pesados. Enfim, o homem e a mulher sempre tiveram papéis diferentes na sociedade e agora no tempo atual estão se igualando. A mulher já se emancipou, pois já desempenham papéis iguais na sociedade, e isso é fruto de uma evolução rumo à igualdade, que foi sendo conquistada ao longo dos séculos (e muitas almas foram contribuindo para tal).

O espírito não tem um sexo definido. O corpo o tem. O espírito é energia. Nós tivemos que passar por diferentes experiências, emoções e sensações, e assim fomos reencarnando com sexo diferentes. O nosso espírito tem duas polaridades: a feminina; passiva e emocional. A outra masculina; ativa, dominante. Assim, são como as forças Yin e Yang em equilíbrio universal.

Crê-se que, por cometer uma falha sexual em outra vida, se abusarmos da sexualidade desgastamos a nossa energia. Por exemplo: um homem que comete violação ou adultério e participa de orgias, estará consumindo toda a sua energia yang. Em uma outra vida, ele terá em predominância a energia yin. Surge, assim um desequilíbrio, a falta de harmonia. Ele ficará “afeminado” na próxima vida. Inclusive, as mesmas palavras foram ditas pelo Extra-terrestre Kryon em contato mediúnico.

Há pessoas que têm um dos lados em maior predominância. As mulheres comumente apelidas de “Maria Sapata” têm o seu lado masculino mais predominante, e o homem sensual e delicado terá o lado feminino em predominância. É preciso manter o equilíbrio entre essas duas polaridades. Contudo, há fatores hormonais e psicológicos.

2. (Elisabette, S.Paulo, 22/08/2001 grupo esotérico) Quando sentimos antipatia por alguém, a explicação está num laço karmático passado?

Muitas vezes sim, pois essa pessoa pode surgir no nosso caminho para “concertar” uma falha passada. Imagine que um “inimigo” de outra encarnação surge agora no seu caminho, e vocês sentem uma sensação de repulsa, mas após o primeiro contato verbal até se relacionam simpaticamente e essa sensação (de repulsa) desaparece. Estaria assim, sendo corrigida uma falha antiga, e isso ocorre também entre familiares. É por isso que nem sempre nos recordamos de existências passadas, para agirmos com a maior naturalidade; com o coração.

Outras vezes a sensação de repulsa ocorre porque a pessoa tem um padrão vibratório com o qual não simpatizamos. Os nossos pensamentos saturam a energia (aura) do nosso campo magnético, e se sentimos uma vibração desagradável ao nosso campo, sentimos desejo a repulsa. Também sucede o mesmo quando sentimos atração por alguém. São pessoas com as quais temos afinidade, e por vezes chamamo-las de “almas-gémeas”. A pessoa que amamos, somos presenteados com uma pessoa igual a nós. Nenhuma alma se cruza por acaso, e duas almas que se amam numa vida poderão muito provavelmente voltar a se amar em uma futura encarnação. Se mudarem de sexo, o homem será mulher e a mulher será homem.

É fundamental esquecerem ao nascer a sua encarnação anterior, a fim de evitar confusão. Aproveito a dizer que, almas gêmeas não são “geradas” em simultâneo, nem são uma alma dividida em duas. São simplesmente espíritos muito idênticos e com afinidade vibratória. Podemos vê-las como duas pessoas com gostos iguais, vivências parecidas, vibrações em sintonia, e amigas de longas datas.

3. (Márcio B, Niterói 27/08/2001 www.nossochat.com.br) Porque nos esquecemos de vidas passadas? Se estou pagando um karma por um erro passado, porque não sei qual foi esse mesmo erro?

Muitas vezes perguntei a mim mesmo essa questão. E por uma auto-avaliação, entendo que: muitas vezes penso em erros que cometi na infância e ainda fico com algum sentimento de culpa. Agora imagine se transportasse-mos esse sentimento de culpa pelos erros cometidos nas vidas passadas... Ainda hoje estaríamos nos martirizando.

Outro aspecto: imagina que a pessoa que tu mais amas nesta existência foi tua “inimiga” em outra existência passada. Ao saber disso, você terias então, uma outra postura. Seria difícil lidar com isso. Podemos avaliar a nossa existência presente e concluir a passada. Hoje estamos resgatando o karma passado, Karma este não mais do que a ação para cada reação cometida.

Eu e a minha namorada por vezes desentendemo-nos, como qualquer outro casal. Isto é algo que temos que ir corrigindo. Eu concluí que em outra existência, poderíamos ter tido discussões diversas e nesta existência presente tivemos uma outra oportunidade de corrigir isso. Agora imagine que uma pessoa foi informada por algum hipno-terapeuta que teria sido noutra encarnação alguém importante, um sacerdote. A pessoa à partida sente-se especial, pode cair em vaidade ou querer dar continuidade a costumes antigos que tinha.

Há um caso conhecido de uma escritora Americana que abandonou a sua vida atual, para ir para o oriente. Ela acabou negligenciando a sua existência presente em função de uma existência passada. A vida anda para a frente e nunca para trás. Se nós reencarnamos em diferentes países, em diferentes condições, é por algum motivo especial. Eu nasci em Portugal, provavelmente essa escolha foi me apresentada antes de reencarnar, então porque motivo eu iria para outro País?

Se Deus nos faz esquecer as memórias de encarnações passadas (no processo de renascimento) é por algum motivo, certo? Khalil Gibran dizia: “O esquecimento é uma forma de liberdade”.

Em raras situações podemos ir evoluindo gradualmente e ir relembrando certas coisas. Mas, são informações para nossa evolução, nos sonhos também revivemos certas situações de existências anteriores, com finalidade de evoluirmos tentando ultrapassar certas fobias, atitudes, etc